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Baterias de smartphones que se autocarregam vêm aí.

A empresa NikolaLabs está trabalhando em uma tecnologia que permite o autocarregamento de celulares. A técnica consiste em capturar ondas de rádio que os celulares transmitem ao se conectar com torres e roteadores Wi-Fi e convertê-las em eletricidade capaz de carregar a bateria. 

Todo mundo sabe a dificuldade que é chegar ao fim do dia com bateria no aparelho. Uma forma de a indústria corrigir isso é através do carregamento sem fio, mas que exige uma base conectada à tomada para alimentar o dispositivo. A ideia, então, é buscar novas soluções.

A tecnologia da NikolaLabs funciona com ondas de rádio que não são utilizadas na comunicação, logo, não altera a qualidade da ligação ou outros serviços. Uma caixa acoplada ao telefone conseguiria captar essas ondas e transformá-las em eletricidade, sendo capaz de carregar cerca de 25% a 30% da bateria. 

A Sunpartner Technologies, empresa de tecnologia solar francesa, também está trabalhando em uma forma de carregamento semelhante, que consiste na aplicação de finas camadas chamadas WYSIPS Crystal entre a tela touch-screen do smartphone. Essas camadas possuem pequenas células solares que podem captar luz e convertê-la em corrente elétrica para a bateria quando o telefone é exposto à luz solar ou artificial. Executivos da empresa esperam conseguir lançar a tecnologia no próximo ano, mas alertam que ela tem pouco potencial: a carga seria de 10% a 15% da bateria.

Outro método de autocarregamento, criado pela Ampy, tem o tamanho de um baralho de cartas e contém imãs indutores que se deslocam durante atividades físicas para gerar e armazenar eletricidade. A bateria da Ampy seria capaz de carregar completamente um smartphone, apesar de demandar de certo esforço por parte do usuário. Segundo o site da marca, uma hora de atividade física renderia uma hora de uso do celular.

Apesar de essas tecnologias serem boas esperanças para o futuro, a empresa NikolasLabs declara que as fabricantes precisam pensar melhor sobre a bateria na produção de aparelhos. Resta agora esperar e ver qual será o método que conseguirá acabar com os problemas de falta de bateria ao longo do dia da forma mais eficaz.
Fonte: olhardigital